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Archicartoons

A relação entre arquitectos e cartoonistas
Por ArchReady - 09/abr/2014


Imagem via Quino

Cartoons sempre nos tocaram os corações com as suas mensagens simples mas cativantes. No entanto, há tanto mais para além da simples sátira, há sempre um olhar crítico e um novo ponto de vista.
Há narrativa a ser encontrada por entre as caricaturas. A narrativa do movimento, da informação perspicaz, da crítica social e do espaço, traduzido na imagem.
Neste mundo de design refinado até ao mais alto degrau, de saturação publicitária constante interpolada com simplicidade gráfica, encontrámos um paralelo entre a narrativa da arquitectura e da banda desenhada.


Imagem via Nicolas de Crécy

À medida que arquitectura evoluiu, aproximou-se cada vez mais do objecto, do movimento e da comunicação gráfica mais concisa no entanto descritiva.
Este é o reino da intersecção entre arquitectura e a novela gráfica: o habitat do humano na quarta dimensão, enquadrado numa reflexão contemporânea.
Nesta reflexão encontramos críticas à própria profissão de arquitectura, com um brusco toque de humor, mas uma honestidade reconfortante.


Imagem via Architexts

Mas nem tudo tem de ser para o veterano graúdo. Cartoons muitas vezes são associados aos pequenos e revela-se bem nos contos para crianças. Nisto, geraram-se spinoffs das histórias usuais.


Imagens via Steven Guarnaccia

Para além das histórias que conhecemos, houve necessidade de contos para crianças que alimentassem aquele instinto florescente do arquitecto à espera de o ser!
Leituras que aconselhamos aos jovens criativos.


Imagens via Andrea Beaty

Nisto vemos que a relação entre o arquitecto e o cartoonista é mútua, pois há uma crítica intrínseca para o interior e exterior do acto.
Do lado dos arquitectos há o uso da banda desenhada como meio de apresentação:
Com Rem Koolhaas, na sua proposta para Euralille 80, com Herzog & DeMeuron, ao usar Jean Paul Belmondo e Jean Seberg do filme Godard para descrever o projecto para Basel e o infame livro descritivo, e quase cómico, “Yes is more” dos Bjarke Ingels.


Imagens via Rem Koolhaas e BIG

Houve outros usos ao longo dos tempos como a explicação dos interiores dos edifícios:
Os cartoons podem ser bons substitutos dos traços técnicos aos quais nos habituámos, sendo tanto ou mais atractivos.
Nesses reinos Chris Ware tratou de pavimentar o caminho.


Imagem via Electric Works

No entanto, há exemplos do contrário, da arquitectura a invadir os traços das histórias aos quadradinhos, basta abrir qualquer história e debruçarmo-nos sobre os fundos detalhados de todos aqueles artistas publicados nos jornais como Winsor McCay, autor de Little Nemo para o New York Herald e New York American.


Imagem via Winsor McCay

São como os cenários dos nossos sonhos desenhados nas nossas vidas.
E falando de sonhos, temos aqui o World Institute of Dream de Marc-Antoine Mathieu, uma verdadeira infusão de imaginação na fusão destes dois ofícios.


Imagem via Archipelago

Sonhos e cartoons constantemente invadem a mente, mas também nos podem invadir a vida, no design do interior e dos simples utensílios caseiros.
Para os mais familiares com os desenhos japoneses, eis um exemplo de manga passado à realidade…


Imagem via Mika Tsutai

Forrando os pratos, forra-se também a mesa de cabeceira, criando-se assim novos padrões para os móveis!


Imagem via Vintage Vibe

Não nos esqueçamos que arte deste calibre pode servir de inspiração para uma pintura de parede mais arrojada!
Ou várias, criando uma nova identidade para a casa e uma ideia para os quartos de criança!


Imagem via Sallsa

Arquitectura, apesar de mais habitualmente ser ligada ao cinema ou literatura, sempre terá laços com esta arte.
Haverá sempre forma da inspiração nos contar uma história, tal como há tantas formas dessa história ser contada.
Trata-se de uma historia sobre pessoas e como elas vivem, traduzida ao longo dos tempos, embutida nos quadrados que tão bem conhecemos.


Imagem via Am Sampson

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