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Geometrias inquietantes

A destabilização dos espaços
Imagens via sarahoppenheimer.com
Por ArchReady - 29/abr/2015

Passando entre salas, entrando nelas, saindo, é uma aventura tanto cinética como visual. Trata-se do meticulosamente planeado e executado trabalho da artista visual, Sarah Oppenheimer.

Estabelecida em Nova Iorque, Oppenheimer enquadra-se numa categoria de artistas cujo objectivo é desorientar-nos, fazer-nos reflectir e questionar a estabilidade das dimensões vivenciais e perceptivas ocultas do nosso mundo construído através do seu trabalho baseado na destruição de salas brancas e vazias com incisões de murais e, sobretudo, a instalação de espelhos. São, deste modo, postas em causa as nossas percepções das paredes e das suas aberturas, da experiência física em geral, dando a impressão de estarmos num fenomenal labirinto com janelas que dão para um espaço vazio ou infinito.

Através da manipulação calculada dos espaços, interrompe a continuidade espacial por meio de um elemento formal, o buraco, a ausência de solidez, fissura, abertura, orifício (entre outros sinónimos!) e os consequentes paradoxos associados. Por mais vazios que sejam na essência, o que nunca lhes falta é substância.

Literalmente trabalhando dentro da arquitectura, a artista lembra-nos que a arquitectura e, por consequência, o espaço de hoje, podem ser explorados em condições de incerteza e atenção. E, quem sabe, fazer algumas cabeças girar. Um trabalho verdadeiramente de "trompe-l'œil"!

 

Para melhor conhecer o seu trabalho: www.sarahoppenheimer.com

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