Escolher uma Cor
Descubra as cores ideais para cada espaço
A cor pode mudar a forma como nos relacionamos com determinado espaço, aumentar ou diminuir a sensação de amplitude ou luminosidade, ou mesmo alterar a nossa percepção geométrica do mesmo.
O uso da cor é essencial para definir o carácter e ambiente de um determinado espaço, podendo reflectir muitos aspectos da nossa personalidade, mas também transmitir sensações que influenciam não só a percepção do espaço, mas também o humor ou a capacidade de concentração de quem o habita.
Por este motivo, é importante considerar a escolha das cores adequadas a cada espaço, algo a que por vezes não damos muita importância mas que afecta o nosso dia-a-dia.

Os efeitos de uma mesma cor podem variar dependendo das características específicas do espaço em que é aplicada, das suas dimensões, luminosidade, orientação solar, temperatura ou função a que se destina e, sobretudo, dependendo de quem vivencia esse espaço, variando de acordo com a sua idade, género ou herança cultural. No entanto, determinadas cores ou grupos de cores tendem a provocar efeitos semelhantes na maior parte das pessoas, sendo que a maior diferença reside na intensidade ou tonalidade utilizada.

A escolha da cor mais adequada para um determinado espaço não deve ser condicionada pelas tendências do momento nem apenas pelo gosto pessoal. É essencial considerar as características específicas de cada espaço. Por exemplo, a escolha de cores quentes, podendo variar entre tons quentes de amarelo, laranja ou vermelho, poderão ajudar a evitar a sensação de ambiente frio num quarto virado a norte. Para além disso, há que considerar as variações da cor e diferentes tonalidades. As cores vivas são mais vibrantes e transmitem muita energia, afirmando-se com uma presença muito forte e marcante num espaço, enquanto os tons neutros e pastel conferem maior serenidade e calma. As tonalidades mais claras reflectem mais a luz e tendem a aumentar a sensação de espaço e luminosidade em qualquer divisão, enquanto as mais escuras transmitem maior sofisticação e conseguem tornar mais acolhedor um espaço de grandes dimensões.
Aqui ficam algumas noções básicas e exemplos da utilização das cores e do seu efeito em determinados espaços:
O vermelho é uma cor estimulante por excelência, indicada para causar uma impressão forte nos espaços, estimulando os níveis de energia e comunicação, sendo que alguns estudos indicam mesmo que esta cor tende a aumentar os níveis de pressão arterial, frequência respiratória e batimento cardíaco.

Por oposição, o azul é considerado calmante, relaxante e sereno, indicado para reduzir os níveis de pressão arterial, frequência respiratória e batimento cardíaco, sendo por este motivo bastante adequado para quartos ou outros espaços para descansar. Curiosamente, alguns estudos indicam ainda que o azul tem um efeito inibidor do apetite, pelo que poderá ser desaconselhável a sua utilização abundante em restaurantes. No entanto, alguns tons de azul podem tornar-se demasiado frios e desconfortáveis, especialmente quando aplicado em divisões orientadas a norte ou com pouca luz natural. Neste caso, aconselha-se a utilização de tons de azul mais vibrantes, combinados com mobiliário e acessórios em tons quentes para equilibrar o ambiente.

O amarelo remete para o sol, reflecte a luminosidade e transmite energia. No entanto, embora seja uma cor alegre, a maior parte das pessoas tende a não se sentir confortável em espaços onde predomine esta cor, especialmente quando utilizada em superfícies muito extensas ou em tons demasiado vivos, pelo que se desaconselha o seu uso enquanto tom dominante num esquema cromático.

Tal como o vermelho e o amarelo, a cor de laranja evoca emoção e entusiasmo, podendo causar um efeito estimulante e aumentar os níveis de energia de um determinado espaço.

Associado à natureza, o verde é a cor mais confortável para os olhos, equilibrando a energia do amarelo com a tranquilidade do azul, adequando-se a todo o tipo de espaços. À semelhança do que acontece com o azul, alguns tons de verde podem tornar-se demasiado frios e desconfortáveis, especialmente quando aplicado em divisões orientadas a norte ou com pouca luz natural, pelo que se aconselha a escolha de tons quentes para equilibrar o ambiente.

O roxo, quando utilizado em tons mais escuros, como o beringela, por exemplo, é uma cor associada ao luxo e a criatividade, podendo conferir um efeito bastante rico, dramático e sofisticado a qualquer ambiente. Os tons mais claros, como o lavanda, o lilás e até mesmo alguns tons de rosa, têm o mesmo efeito relaxante e de calma que alguns tons de azul, mas sem o risco de tornar os espaços demasiado frios.

Os tons neutros, branco, preto, cinza, bege e castanho, são fundamentais para qualquer decoração. Ambientes totalmente neutros entram e saem de moda, mas sua virtude reside na sua flexibilidade: pode adicionar-se cor para animar um espaço ou subtrair cor para conseguir um ambiente mais sóbrio. Aconselha-se a utilização do preto em pequenas doses, como apontamentos. Na verdade, alguns especialistas afirmam que qualquer espaço necessita de um toque de preto para acentuar uma paleta de cor, conferindo-lhe maior riqueza e profundidade.

Mais importante do que escolher a cor ideal, o segredo para um espaço agradável reside na combinação harmoniosa de cores, tonalidades, formas e texturas. Se este processo lhe parece complicado, comece por definir duas questões essenciais:
Que tipo de ambiente pretende criar?
Quais as cores que poderão transmitir sensações de tal ambiente?

Para ajudar a clarificar estas questões, poderá inspirar-se em revistas, livros, blogs ou sites de arquitectura e decoração, ou tomar como ponto de partida qualquer elemento existente do espaço, seja uma peça de mobiliário, tapetes, candeeiros ou outros objectos. Procure limitar a sua paleta a 3 ou 4 cores para um efeito mais harmonioso.
