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Sistemas de Aquecimento

Conheça diversas opções, vantagens e desvantagens
Por ArchReady - 27/jan/2014

Uma das preocupações comuns de todos nós é conseguir um ambiente confortável nas nossas casas e para isso é necessário escolher um sistema de aquecimento adequado ao espaço.

Actualmente o mercado apresenta uma vasta gama de opções que é importante conhecer na hora de escolher o tipo de equipamento mais adequado.

Há que ter em conta diversas variáveis: o clima da sua região; o tipo de uso que é dado ao espaço (residência, escritório, férias, etc…); as características construtivas e os custos de aquisição e instalação dos equipamentos, sem esquecer a sua manutenção e custos energéticos de funcionamento.

Saber analisar as vantagens e desvantagens de cada sistema é fundamental na hora de tomar uma decisão, pelo que de seguida damos a conhecer algumas soluções.

1.       Aquecimento central

O sistema de aquecimento central utiliza uma caldeira para aquecer um circuito de água fechado que alimenta diversos equipamentos que emitem calor, através de tubagens que fazem a distribuição para diferentes zonas da casa.

A grande vantagem é permitir regular a temperatura em diversos compartimentos.

As caldeiras de aquecimento central podem utilizar diferentes combustíveis:

Caldeiras a gás

São apropriadas em casas servidas de gás natural. Têm as vantagens de serem pouco poluentes, fáceis de instalar, de baixa manutenção, com elevada durabilidade e o mais seguro dos sistemas de combustão. Para além do aquecimento central, este sistema permite a produção de águas quentes sanitárias a baixo custo.

Caldeiras de biomassa

Com os custos do gasóleo a aumentar, sobe a procura deste equipamento que tem a forte vantagem do reduzido preço do combustível.

Tal como o anterior, este equipamento também permite a produção de águas quentes sanitárias, no entanto, é necessário instalar um acumulador e kit de adaptação para esse fim.

As desvantagens centram-se na manutenção, limpeza e superior custo de aquisição.

Caldeiras a gasóleo

Este equipamento tem sido cada vez menos utilizado, por recorrer a um combustível com aumento crescente do preço, o que não significa que em situações específicas não seja uma boa escolha. No entanto, por ser tão poluente, leva-nos a especular que a sua comercialização seja extinta no futuro.

Caso tenha instalado este sistema, poderá, a qualquer altura substituí-lo por um queimador a gás.

Podem ser utilizados diversos sistemas de emissão e distribuição de calor:

Radiadores

Os radiadores, em alumínio ou aço, aquecem o ambiente através das trocas de calor entre a água quente que neles circula e o ar do compartimento. Para optimizar o seu desempenho, devem ser colocados em baixo e ao longo da largura das janelas.

Pisos Radiantes

É uma das formas mais confortáveis e saudáveis de aquecer uma habitação. Consiste numa serpentina em tubo flexível que é colocada sob o pavimento, distribuindo o calor de forma homogénea. Como trabalha com temperaturas de água reduzidas tem menos perdas de calor, resultando num dos sistemas mais económicos em custos de energia. Outra mais-valia, em termos estéticos, é que não tem qualquer impacto visual.

Paredes Radiantes

Este sistema é muito semelhante ao anterior, mas neste caso a emissão de calor é feita através de paredes no interior das quais circulam serpentinas com água quente. O calor é também distribuído uniformemente, contribuindo para a sua eficiência energética, e não tem qualquer impacto estético.

2.       Sistemas Eléctricos

Hoje em dia existem no mercado variadas opções de sistemas de aquecimento eléctricos.

A grande vantagem destes equipamentos é a sua simples e económica instalação e a diversa gama de opções permite que se adaptem facilmente aos espaços. Por outro lado têm a grande desvantagem de exigirem elevados custos de funcionamento, como consequência dos preços da energia eléctrica estarem constantemente a subir.

Radiadores e convectores eléctricos

São equipamentos independentes e transportáveis, por isso muito versáteis. Aquecem o ambiente através de resistências eléctricas. A variedade de opções disponíveis no mercado é muito extensa, distinguindo formas e potências, mas em geral a sua eficiência energética é pouco satisfatória. São eleitos muitas vezes como suplemento ao equipamento existente, aumentando a temperatura ou funcionando como substituto do primeiro equipamento quando não se justifique ligar o aquecimento central.

Pisos ou paredes radiantes eléctricas

O aquecimento é feito a partir do pavimento ou paredes, mas neste caso a emissão de calor é feita através da passagem de corrente eléctrica por um fio ou resistência o que torna este sistema muito dispendioso.

Bomba de calor

A bomba de calor tem por finalidade transferir calor de uma fonte fria para uma fonte quente, ou seja, retira a energia térmica exterior para uma rede de condutas de ar e difusores ou para aquecer a água que circula em radiadores ou serpentinas.

É um sistema bastante eficiente, pois por cada kW de electricidade consumido, fornece entre 3 a 5Kw de calor.

Apresenta ainda mais vantagens: fácil instalação; muito reduzidos custos de manutenção; segurança do sistema e rápida amortização do investimento.

Estes sistemas devem ser instalados de raiz na construção, no entanto, é possível fazer a substituição da caldeira existente aproveitando toda a pré-instalação e radiadores.

Para melhores resultados recomenda-se a utilização de sistemas centralizados.

Aquecimento eléctrico por acumulação

Este tipo de aquecimento resulta do armazenamento de calor num núcleo de placas de acumulação, conseguindo-se uma temperatura constante durante um dia num determinado espaço.

Aconselha-se este equipamento em casos de contratação da tarifa bi-horária, fazendo a carga apenas durante a noite de modo a reduzir os custos de funcionamento.

A maior desvantagem pode surgir em casos de mau dimensionamento do aparelho, fazendo com que a água aquecida termine obrigando a aguardar até que seja recarregado.

Ar condicionado

O princípio de funcionamento deste equipamento é absorver energia de um local e transportá-la para outro local, assim na maioria dos casos são necessários dois aparelhos, um no interior e outro no exterior, com tubagem para os interligar.

Existem várias opções:

Monoblocos convencionais - compostos por apenas uma unidade colocada junto à janela e de dimensões geralmente mais reduzidas, pelo que são pouco eficazes e consomem mais energia.

Unidades portáteis convencionais - equivalentes aos monoblocos mas portáteis.

Split - composto por duas unidades, uma no exterior e outra no interior, o que implica mais espaço para instalação. Em termos de ruído é mais silencioso, já que o emissor de ruído fica na unidade exterior. Podem ser equipados com bombas de calor.

Multi-split - semelhante ao split, mas para cada unidade exterior podem existir várias unidades a colocar no interior.

Na hora de analisar as opções, é importante a consulta da etiqueta energética dos equipamentos, onde é possível verificar o consumo anual de energia, coeficiente de performance (COP) e coeficiente de eficiência energética (EER), para frio ou calor, e respectivas medidas de eficiência. Aparelhos com EER ou COP elevados são mais eficientes.

3.       Sistemas a biomassa

Biomassa é a matéria orgânica de origem animal ou vegetal e constitui uma fonte de energia renovável.

O método mais tradicional de combustão da biomassa são as lareiras e salamandras, que tem vindo a evoluir alcançando novos equipamentos mais eficientes e versáteis.

As caldeiras e recuperadores de calor são resultado dessa evolução na medida em que permitem maiores poupanças energéticas.

Para além de produzirem calor no local onde se encontram, os recuperadores de calor podem estar integrados num sistema de tubagens que distribuem uma parte do ar aquecido para outros espaços na habitação, podendo, desta forma, ser a fonte de calor de um sistema de aquecimento centralizado.

Depois destes pequenos esclarecimentos, podemos concluir que a melhor solução é a combinação de diferentes sistemas de aquecimento, por radiador e por superfície radiante com a instalação de um circuito hidráulico.

Em blocos de apartamentos, a melhor opção é, sem dúvida, o aquecimento central colectivo, mais rentável e com menores consumos energéticos.

Dentro dos sistemas eléctricos, o mais adequado é a bomba de calor com funcionamento centralizado.

O aquecimento eléctrico por acumulação também pode constituir uma boa solução na aquisição da tarifa bi-horária.

Normalmente, os sistemas de aquecimento eléctricos individuais são os menos rentáveis energeticamente.

A energia solar térmica pode ser um bom complemento no aquecimento da habitação principalmente em sistemas que utilizem água, no entanto, não funcionam isolados visto que necessitam quase sempre de apoio de sistemas convencionais para produção de água quente.

 

Informe-se e planeie bem o aquecimento da sua casa, construa o seu conforto com eficiência!

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