Michael Thonet (1796-1871)
e como a cadeira nº 214 mudou o mundoImagens: Nuno Ladeiro / Thonet

Nasceu e abriu o seu primeiro ateliê na Áustria. Fundou a empresa Thonet em 1819 para produção de seus próprios projetos. Registou a sua primeira patente para moldagem de madeira laminada em 1842. No início do século XX vários arquitetos vanguardistas de Viena desenhavam móveis para Thonet, incluindo Josef Hoffmann.
Na década de 1930 a empresa passou por uma grande expansão. Adquiriu os direitos para produzir as novas linhas de mobiliário em tubo de ferro curvado projetadas nas oficinas da Bauhaus. Editou projetos de Mart Stam, Marcel Breuer, Mies van der Rohe entre outros.

Le Corbusier foi um impulsionador na divulgação do mobiliário Thonet, ao inserir nos seus ambientes modernistas as cadeiras Thonet. A cadeira nº 214 de 1859 por exemplo, teve um enorme sucesso de venda. Foi o resultado de anos de experiência e foi desenvolvida com o objetivo de ser produzida em massa, tornando-se assim, o primeiro objeto de mobiliário industrial.

Por volta de 1930 já tinham sido vendidas mais de 50 milhões de cadeiras em todo mundo. A fábrica de Frankenberg na Alemanha torna-se numa das unidades mais produtivas da família Thonet.

Entre 1907 e 1914, a produtividade industrial na Alemanha cria a necessidade de racionalização e de tipificação dos objetos destinados à produção em série. Na produção verifica-se a tendência para isolar o problema da “forma” do produto. Esta atitude explica por que motivo o debate da racionalização e da tipificação surgiu na Alemanha, em primeiro lugar, como um debate sobre o aspeto exterior dos objetos de uso e, em particular, sobre a influência dos estilos decorativos, então em moda no que se refere às exigências da produtividade, sendo a Thonet um exemplo a seguir.
Com a evolução dos tempos, o design industrial transformou-se num mediador entre a arte e a técnica.
