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Hairchitecture

Quando a arquitectura nos sobe à cabeça!
Imagens via FAHR0213
Por ArchReady - 22/mai/2014

FAHR 021.3 é um atelier invulgar que concentra os seus esforços na produção de instalações temporárias de uma extraordinária criatividade.

Esta equipa explora diferentes conceitos de arquitectura para criar novas realidades, encontradas na intersecção entre a arquitectura e outras expressões artísticas.

Após trabalharem nos escritórios internacionais de Iwarchitects e J.Mayer H. em Berlim, os dois membros fundadores Filipa Frois Almeida e Hugo Reis regressaram a Portugal, formando assim o FAHR.

Depois de ganharem o gosto por instalações de rua no estrangeiro, voltaram ao país de origem com uma proposta única:
Uma reflexão arquitectónica transposta em cabelos.

Diversos arquitectos e um cabeleireiro de renome juntaram-se com um objectivo comum: a partilha do prazer da criação e o desejo de interagir com uma audiência.

Inpirado na sua experiência de trabalho em Nova Iorque, o cabeleireiro Gijo desafiou os FAHR a criar uma linha de penteados. Em resposta, o grupo inspirou-se na Capital Europeia da Cultura em Guimarães para unir a arquitectura à arte em cabelos. 

As formas geométricas de ângulos agudos, construídas com arames e absorvidas na textura do cabelo, remetem-nos para a arquitectura e moda dos anos 60 e 70. Diferentes linhas de cabelo assumem o papel de diferentes elementos arquitectónicos, realçados por diferentes cores, como um tributo à realidade construída.

O Hairchitecture fez parte de uma experiencia divertida criada pelo trio de jovens, que aconteceu em 2012 no âmbito do evento da Capital Europeia da Cultura em Guimarães. O público apreciou tanto esta intervenção que foi feita uma segunda edição, no Porto, um ano depois. 

Apesar de ter sido um risco em tempos de crise, o FAHR apostou no caminho certo, merecendo-lhes um par de prémios por esta intervenção - o Prémio A´Design - e outro pela intervenção temporária das festas joaninas em Guimarães - a Estrutura de São João.

Este segundo evento foi marcado pela recriação de balões em materiais espelhados, de modo a reflectir as cores dos visitantes, substituindo o fogo de artifício em prol de um efeito mais original.

Depois do desenvolvimento deste conceito, todo o trabalho foi feito em conjunto com a comunidade, que ajudou a fixar os balões nas cordas.

Nas palavras destes jovens artistas, eles hão de continuar a criar com um "carácter inovador e experimental, com uma forte interacção com o público para criar emoção nas pessoas."

Imagens via FAHR0213

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