easy architecture
< ver anterior ver seguinte >

Uma parede que parece respirar

"Kinetic Wall" na Bienal de Veneza
Por ArchReady - 26/jun/2014

"Kinetic Wall" de Barkow Leibinger na Bienal de Veneza 2014 | Foto © Johannes Foerster

Todos conhecemos a expressão “as paredes têm ouvidos”, mas uma parede que se move como se fosse um organismo vivo, parecendo respirar, é algo surpreendente!

Concebida pelos arquitectos Frank Barkow and Regine Leibinger, do atelier Barkowleibinger, a "Kinetic Wall" é um protótipo especialmente concebido para a Bienal de Veneza de 2014, no âmbito da exposição "Elements of Architecture", com curadoria do arquitecto holandês Rem Koolhaas.

No contexto da exposição, o protótipo funciona como o culminar da evolução histórica da parede como elemento arquitectónico, revisita a utopia de uma arquitectura que pode se mover, cineticamente, inicialmente explorada no século XX através do modernismo.

A ideia é explorar uma nova dimensão da arquitectura, criando uma parede que ondula mecanicamente, para dentro e para fora, simulando movimentos respiratórios de um organismo vivo, através de elementos que os arquitectos descrevem como “picos e vales”.

"Kinetic Wall" (vista de frente) de Barkow Leibinger na Bienal de Veneza 2014 | Foto © Johannes Foerster

"Kinetic Wall" (vista de trás) de Barkow Leibinger na Bienal de Veneza 2014 | Foto © Johannes Foerster

A parede funciona como uma pele, em que ambos lados são visíveis simultaneamente, combinando materiais naturais e sintéticos reciclados.

A superfície é activada por uma série de pontos motorizados num tecido sintético elástico e translúcido que fazem movimentos de extensão e retracção. Uma estrutura de madeira laminada leve ancora o tecido e abriga os mecanismos de pressão mecânica, que funcionam como um difusor de ar.

Planta e corte - "Kinetic Wall" de Barkow Leibinger | Imagem © Barkow Leibinger

Configurações - "Kinetic Wall" de Barkow Leibinger | Imagem © Barkow Leibinger

A passagem estreita junto da parede garante uma relação imediata, íntima e corporal com o espectador. O movimento é controlado digitalmente, criando uma coreografia interessante e constante desses “picos” que existem na parede, permitindo padrões de superfície intermináveis​​, que surgem lentamente, avançando e recuando, proporcionando uma experiência artística única aos visitantes da exposição.

"Kinetic Wall" de Barkow Leibinger na Bienal de Veneza 2014 | Foto © Iwan Baan

Este tipo de mecanismo aplicado aos edifícios poderia permitir modular sistemas de ventilação capazes de permitir que a arquitectura se mova, de uma forma cinética.

A “Kinetic Wall' oferece um futuro alternativo, uma arquitectura que é material e espacialmente dinâmica. 

< ver anterior ver seguinte >
Artigos relacionados
PUB