Segurança de gás na cozinha
Saiba mais sobre gás natural na sua cozinha!
A infra-estrutura de gás constitui um dos elementos de carácter essencial para a vida urbana. O gás é utilizado sobretudo como um meio de aquecimento, quer para aparelhos de cozinha quer para aquecimento de águas ou da própria habitação. Apesar de já existirem soluções eléctricas para estes usos, o gás ainda prevalece como a solução preferida pela maior parte dos consumidores quer pela simplicidade da sua implantação, quer pelo seu rendimento eficiente e a um preço competitivo.

No entanto, este tipo de sistema deve ter condições para uma boa evacuação dos produtos de combustão e uma boa alimentação de ar para a combustão.
Para devidamente considerar o processo de evacuação, deve-se ter noção da alimentação de ar exterior à divisão com o esquentador e/ou exaustor.
Antigamente, o isolamento dos vãos das habitações não possuía os níveis de eficácia actuais e, tendo essa condicionante em conta, era mais simples garantir a renovação de ar necessária nas cozinhas.
Hoje em dia, no entanto, este processo tornou-se mais complexo, necessitando de ventilação forçada ou precauções de segurança acrescidas nos aparelhos de exaustão de gás. Uma cozinha moderna necessita de uma grelha ou algum processo que permita a passagem do ar exterior para garantir a devida exaustão.
Com isto evita-se um processo nocivo no qual há risco da criação de monóxido de carbono, um gás altamente tóxico, em esquentadores e caldeiras.
O processo inicia-se quando um esquentador e exaustor partilham uma conduta comum numa cozinha com pouca capacidade de renovação de ar. A forte potência do exaustor puxa o ar da cozinha para a conduta, mas a falta de ar natural cria um processo no qual o ar ainda não reciclado volta a descer pela conduta do exaustor, o que o alimenta de ar que desce a baixa velocidade. Este ar a baixa velocidade, não renovado, força um processo no qual o esquentador queima ar com pouco oxigénio, possibilitando a criação do temido monóxido de carbono.
Uma das soluções para este fenómeno é a aplicação de filtros de carvão activo ou o uso de condutas separadas, se bem que este último é pouco usual.
Esse fenómeno, entre outros, condiciona a posição relativa entre os aparelhos a gás. Há uma distância mínima, de 40 centímetros, a garantir entre esquentadores e outros aparelhos a gás. É também importante garantir uma inclinação mínima de 5 graus da conduta de gás do esquentador, para garantir a sua exaustão.
Para além da distância e da inclinação, o exaustor deve estar colocado 70cm acima da placa de gás, ou 65cm se esta for eléctrica.
Quanto às canalizações de gás, estas deverão ser todas horizontais ou verticais, com válvulas em cada junta. Cada aparelho deverá também ter a sua própria válvula de corte.
Apesar de todas estas características serem asseguradas pelos técnicos responsáveis pela revisão dos sistemas de gás natural nas cozinhas, que não permitem o abastecimento de gás sem se confirmarem as condições mínimas de segurança necessárias, é sempre importante ter noção dos detalhes técnicos quando se planeia a nossa cozinha de sonho!
