Novo Guggenheim de Helsínquia
Inédito: finalistas são seis jovens arquitectosImagens © Guggenheim Helsinki Design Competition

Imagem © Guggenheim Helsinki Design Competition
Seis jovens arquitectos estão na lista final do concurso para a concepção do novo Museu de Arte Guggenheim em Helsínquia, na Finlândia.
Um recorde de 1.715 arquitectos oriundos de 77 países concorreram para projectar o prestigiado museu, cujo custo estimado ultrapassa os 130 milhões de euros. Os seis finalistas apurados são jovens praticamente desconhecidos e com menos de sete anos de experiência.
Algo absolutamente inédito no mundo da arquitectura!
Nesta primeira fase, todas as propostas eram anónimas, apenas identificadas por seu número de concurso. Considerando que se trata de um programa complexo, e o local escolhido extremamente desafiador em termos de exigências técnicas e na resolução de problemáticas urbanas, o Júri efectuou uma selecção preliminar de acordo com os critérios essenciais: paisagem urbana, arquitectura e funcionalidade, conforme descrito nos termos do concurso. Uma tarefa difícil uma vez que as propostas eram imensas e apresentam as mais variadas formas, materialidades, cores e linguagens.
No entanto, apesar desta diversidade, é curioso perceber que grande parte dos concorrentes preferiu “jogar pelo seguro”. De acordo com o Júri, a maioria das propostas reflectia uma "fórmula" comum, sem tentar ir além do estipulado no programa.
Embora as propostas e os nomes das seis equipas tenham sido divulgados, as propostas não foram associadas às respectivas equipas, nem o Júri ou o público sabem quais as equipas responsáveis por cada projecto até que a proposta vencedora seja seleccionada.
As equipas finalistas são (por ordem alfabética):
- AGPS Architecture Ltd. (Suíça e EUA)
- Asif Khan Ltd. (Reino Unido)
- Fake Industries Architectural Agonism (EUA, Espanha e Austrália)
- Haas Cook Zemmrich STUDIO2050 (Alemanha)
- Moreau Kusunoki Architect (França)
- SMAR Architecture Studio (Espanha e Austrália)
Para a segunda fase do concurso, as equipas finalistas irão receber mais instruções para desenvolver seus projectos de conceito. A proposta vencedora será apurada em Junho de 2015.
Estas são as propostas finalistas (por ordem numérica) e os resumos do Júri:
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Imagem © Guggenheim Helsinki Design Competition
O Júri considerou que esta era uma proposta única, com um conjunto de pavilhões que criam uma continuação da cidade. A proposta integra-se bem no tecido da cidade, reflectindo o mercado próximo. A utilização da luz natural em profundidade no projecto foi elogiada. No entanto, o Júri mostrou-se céptico sobre o desenho do telhado. A torre-farol provocou um debate entre o Júri, com preocupações sobre a localização e a dimensão das galerias, no entanto, o Júri sentiu que o conceito global apresenta um grande potencial para redefinir o museu como uma experiência mais urbana.
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Imagem © Guggenheim Helsinki Design Competition
O júri elogiou a linguagem vernacular industrial do design, com sua flexibilidade interior e o efeito exterior. Esta foi considerada uma resposta muito convincente para os princípios do Guggenheim para o novo museu, mesmo ainda não estando totalmente desenvolvida. Havia um conceito organizador muito forte, com o público / incubadora no piso térreo e exposição acima. A sua forma baixa mas com uma silhueta pronunciada foi considerada particularmente interessante.
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O júri elogiou a integração entre imagem e tecnologia, referindo-se ao design como simples, mas extraordinário. Os jurados consideraram que a proposta tinha uma tal densidade de impacto visual que iria resultar numa “alcunha” por parte do público, mas também precisa de desenvolver uma lógica interior igualmente convincente, uma vez que o programa interior ainda é muito esquemático. A proposta usou a estética do edifício como um dispositivo de energia sustentável. Houve algumas preocupações levantadas sobre potenciais riscos de construção.
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Imagem © Guggenheim Helsinki Design Competition
Esta proposta responde bem à paisagem urbana e ao local, utilizando materiais dos edifícios existentes e criando relações estreitas com a sua envolvente. A arquitectura é baseada numa ecologia evolutiva de materiais, formas e atmosferas. O esquema tem por base um antigo edifício de comércio, o que foi considerado um conceito subtil mas com um grande potencial, tanto para o museu como para o tecido urbano e social.
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Imagem © Guggenheim Helsinki Design Competition
Esta proposta demonstrou um bom entendimento do funcionamento da cidade e apresenta uma valiosa pesquisa, demonstrando uma nova direcção para o museu, internamente e em relação ao tecido urbano. Há uma atenção especial para com o espaço público e os espaços de exposições potenciais foram considerados autênticos. O júri reconheceu que a proposta se encontrava numa fase inicial, conceptual, mas que a sua abordagem não-estereotipada poderia abrir um futuro particularmente promissor para o projecto no local.
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Imagem © Guggenheim Helsinki Design Competition
O júri elogiou o conceito base da proposta. O uso da madeira aparenta ser especialmente elegante e o pátio interior poderá ser memorável com circuitos de galerias independentes. O uso de nove elevadores foi especialmente questionado pelo Júri mas considerou-se que as salas de galeria poderiam funcionar bem se as circulações horizontais e verticais pudessem ser desenvolvidas em termos de eficiência e complexidade da experiência do visitante.
Mais informações em: designguggenheimhelsinki.org
