Criatividade portuguesa com tecnologia alemã
Ritzenhoff – uma referência mundial de designImagens: Nuno Ladeiro

De “simples” vidreira, a marca alemã Ritzenhoff passou, em apenas 10 anos, a ícone mundial do design, tendo colaborado com mais de 300 designers na criação de mais de 50 coleções. Na sua lista de colaboradores brilham nomes como Alessandro Mendini, Ettore Sottsass, Karim Rashid, Michael Sieger, Massimo Iosa Ghini, Roger Selden entre muitos outros. Mas hoje, a Ritzenhoff, também tem design português. Angela, Helena e Nuno Ladeiro, viajam através das suas criações, por mais de 50 países, contribuindo para que a Ritzenhoff seja um caso de sucesso em todo o mundo, da Venezuela ao Japão, da China à Arábia Saudita.

Copos Beear e Egizia - design de Nuno Ladeiro
Corria o ano de 1992 quando a Associação do Leite do Reno Norte, Vestfália, convidou a vidreira Ritzenhoff a desenvolver uma linha de copos para a promoção do consumo de leite. A proposta não foi aceite mas a colaboração da Ritzenhoff com o ateliê Sieger Design, mentor do conceito Ritzenhoff, tal como o conhecemos hoje, foi bem-sucedido. As dez primeiras decorações realizadas sobre os copos, marcaram a diferença e chamaram a atenção dos designers, arquitetos e colecionadores de arte. Em 1994 a colaboração com dois designers chave Massimo Iosa Ghini e Alessandro Mendini projetaram a marca além-fronteiras, levando-a a países remotos como a Islândia ou Singapura.

Copo Ritzenhoff para a promoção do consumo de leite
A partir de 1995 o conceito expandiu-se a outro tipo de copos e objetos, “revestindo-os” de cores fortes e motivos originais, tal como se tratassem de uma obra de arte. Criaram-se coleções de copos de cerveja e de bebidas espirituosas, como a pequena série “schnaps”; vasos e pratos, a coleção “champus”, recomendada para champanhe e ainda um forte motivo para festejar; as humorísticas séries de cinzeiros para charutos e cigarros “smoking” e “smoking light”.

Tapa garrafas Tipsy - design de Nuno Ladeiro

Taças Bacino e Bacione - design de Helena Ladeiro
No virar do milénio o conceito estendeu-se a novos materiais e objetos. Do vidro à cerâmica aos têxteis, o conceito Ritzenhoff evoluiu e ganhou novos contornos: a mesma forma base deu azo a inúmeras interpretações por parte de designers, arquitetos e artistas. Surgem novos temas, formas e decorações, criando uma relação de proximidade inédita entre o objeto e o seu utilizador. E não é só o produto em si que fascina os inúmeros fãs, a originalidade das embalagens, os pequenos produtos que acompanham (como bases de copos ou os guardanapos, a título de exemplo) e a complementaridade dos motivos decorativos embalagem/produto. Assim, a marca Ritzenhoff passou a ser não só um sucesso comercial como um reconhecido projeto cultural no mundo inteiro.

Suporte para talheres Canape - design de Helena Ladeiro

Mealheiro Mini Teddy Bear - design de Helena Ladeiro
A família Ladeiro começou a colaborar com a Ritzenhoff em 1999, mais concretamente através de Helena Ladeiro. No virar do Milénio, a Helena criou um desenho inédito para o copo que mais se vende o “champus”, transformando-o num enorme sucesso, com mais de 50 mil unidades vendidas em todo o mundo. A partir dai, passou a fazer parte da elite dos designers que colaboram regularmente com a marca. A sua mãe, Angela Ladeiro, mais tarde também passou a colaborar com a marca. Mais recentemente, Nuno Ladeiro, realizou uma proposta para o “champus” de 2011/2012 tendo, à semelhança do que já havia sucedido com Helena, obtido um enorme sucesso, alcançando as 60 mil unidades vendidas em todo o mundo.

Flutes Champus - design de Nuno Ladeiro, Helena Ladeiro e Ângela Ladeiro
É importante assinalar que, os designers selecionados, têm de responder com a sua criatividade a um briefing que é enviado pela Ritzenhoff muito bem elaborado, o que em parte assegura um bom trabalho por parte do designer. Depois, o trabalho é avaliado por um Júri, constituído pela Ritzenhoff, decidindo-se após uma cuidada análise, se é ou não introduzido na coleção.
